Será o fim das duplas sertanejas?
Cantores sertanejos em carreira solo se destacam no mercado musical
Por Flávio Magelo
Foto: Divulgação
Grandes duplas sertanejas se destacaram no cenário musical. Cantores como “Pena Branca e Chavantinho”, “Tonico e Tinoco”, “Milionário e José Rico”, de décadas atrás, até chegarmos nas duplas mais recentes: ”João Bosco e Vinícius”, “Jorge e Matheus” e “Victor e Léo”, ocuparam os primeiros lugares das rádios por anos.
Um fato curioso vem tomando espaço no cenário sertanejo, antes primordial o papel da segunda voz nas canções. Carreiras solos ganham mercado e caem no gosto dos ouvintes. Cantores como “Eduardo Costa”, “Paula Fernandes”, “Luan Santana”, “Michel Teló”, “Gustavo Lima”, “Cristiano Araújo”, circulam no meio artístico com canções estouradas e shows com cachês bem valorizados.
Cantor Gustavo Lima não tem mais agenda até o Carnaval.
Em contato com o produtor Prometheus, do cantor Gustavo Lima, ele revelou ao Viola no Campus que não possui espaço na agenda do cantor e por mais de um ano não conseguiram parar para descançar. Consultado pela produção sobre a possibilidade de realizar um show em Belo Horizonte, no mês de março, o produtor repassou o valor de R$180.000,00 de cachê da banda e afirma não haver possibilidade de atender. " Depois do carnaval iremos tirar duas semana de férias, não paramos este ano, precisamos renovavar as energias", afirma Promeheus.
Cantor Gustavo Lima ganhou fama com músicas "Cabelo Cor de Ouro" e "Balada" gravados em seu DVD.
Veja um dos sucessos do cantor:
No passado carreira solo era minoria
Cantores como Sérgio Reis e Sula Miranda são raridades que alcançaram sucesso em carreira solo na história da música sertaneja. Também, ocorreram situações que provocaram a continuidade sozinho na carreira, forçados por brigas ou pela fatalidade da morte de um dos integrantes, ocorridos por exemplo, com os cantores Leonardo, que perdeu seu irmão Leandro e Daniel, após a morte do seu parceiro João Paulo.
Nem sempre a carreira vitoriosa das "ex duplas" são garantidas. Um recente caso chamou a atenção, o cantor Hudson, que separou do seu irmão Edson, não emplacou na carreira solo e a alternativa foi voltar com a parceria entre os dois cantores. O fato da carreira solo decolar ou não está muito além do talendo individual dos cantores e depende de diversos fatores que ultrapassam a voz e o carisma do artista.
Briga de duplas
Imagem disponibilizada na internet

"Hugo Pena e Gabriel" se separaram em abril deste ano. Hoje a dupla é formada pelos cantores "Hugo e Gabriel"
Constantes ocorrências de brigas entre duplas ganham espaço na mídia. Os ‘arranca rabo” geram polêmicas, como ocorreu no caso de “Zezé di Camargo e Luciano”, e, até mesmo o fim de duplas, como “Hugo Pena e Gabriel” e Edson e Hudson”. Será que a convivência entre as duplas tornou-se um problema para os empresários, gravadoras e produtores e deixou de ser um simples “piti” dos artistas?
Para o psicólogo César Augusto, o fato das constantes brigas acontecerem são situações comuns entre as relações pessoais dos seres humanos. César afirma que o desgaste emocional da vida de viagens e shows deixam os artistas vulneráveis ao stress da profissão e facilita o desentendimento.
Outro ponto apontado pelo psicólogo é o da constante disputa pelo espaço na mídia, que sempre prioriza o cantor da primeira voz, podendo causar ciúmes e iniciar uma briga entre os cantores, “na dupla nem sempre os dois possuem o mesmo carisma, e talento, estas diferenças tornam-se polvorá no relacionamento dos cantores”, afirma César.
O fato, é que, o cantor sertanejo solo vêm ganhando a simpatia de ouvintes e contratantes, apesar que o preço de um só nem sempre ser menor que o de contratar uma dupla. Caras novinhas, com sorriso aberto e voz diferenciada ajudam as revelações a ocuparem espaço no gosto dos consumidores do estilo sertanejo.
A possibilidade de compartilhar vídeo, áudio e notícias pela internet aceleram a chegada dos lançamentos musicais aos quatro cantos do Brasil, criando diversas possibilidades de descoberta dos novos talentos, antes exclusivo as grandes gravadoras e distribuidoras. As inovações tecnológicas abrem caminho para novos experimentos na música sertaneja. Em dupla ou sozinho, novos nomes irão garantir a continuidade do estilo sertanejo por muito tempo.
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